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Mory Kanté, lenda da música africana

Há um ano, o mundo perdia um dos nomes mais influentes na música africana, Mory Kanté. Kanté morreu em 22 de maio de 2020, aos 70 anos. Segundo disse o filho à agência de notícias francesa AFP, o músico sofria várias doenças crónicas que o obrigavam a deslocações frequentes a França para tratamentos, algo que deixou de ser possível devido à pandemia causada pelo novo coronavírus.

Mory Kanté foi chamado de “embaixador da música AfroPop” pela Billboard, principalmente por disseminar a cultura guineense para o mundo todo.

Nascido em 29 de março de 1950, ele ficou conhecido como um ilustre tocador de Kora, instrumento tradicional da África, e membro da Rail Banda, que projetou muitos outros músicos, incluindo Salif Keïta, a “Voz de Ouro da África”.

Nascido numa família de griots, contadores de histórias tradicionais da África Ocidental, Kanté foi descoberto aos 21 anos pelo saxofonista Tidani Koné da Rail Band de Bamako. Tocador de instrumentos africanos como a corá e o balafon, assim como de guitarra, Kanté misturava tradição e modernidade nas suas composições. O funk mandingue “Yéké Yéké”, lançado em 1987, vendeu milhões de exemplares e chegou ao topo das tabelas de muitos países.

BIOGRAFIA

Kanté, nasceu em Kissidougou, Guiné em uma das famílias griot mais conhecidas da região. Depois de ter sido criada por mandingos griot, foi enviado para o Mali, aos sete anos de idade, onde aprendeu a tocar kora, bem como importantes vocalizações tradicionais, algumas das quais, necessários para se poder tornar um griot.

Aos quinze anos de idade, mudou-se para Bamako, e em 1971 entrou para a Rail Band, onde Salif Keita era o vocalista. Manteve-se na banda durante sete anos, findos os quais a rivalidade com Keita, forçou-o a abandonar a banda, passando a integrar o grupo Les Ambassadeurs, mudando-se posteriormente em 1977 para a Costa do Marfim.

É mais conhecido internacionalmente pelo seu hit de 1987 “Yé ké Yé ké”, que foi um dos maiores sucessos de sempre de vendas em África, bem como número um em vários países da Europa no ano de 1988, tornando-se o primeiro africano a vender mais de um milhão cópias.

Foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da FAO a 16 de outubro de 2001.

Morreu no dia 22 de maio de 2020 em Conacri aos setenta anos.

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