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Luis Vagner, o guitarreiro que foi do twist ao samba-rock

Nome de referência na música popular produzida no Rio Grande do Sul e no Brasil nas últimas décadas, trafegando por diferentes gêneros e estilos como jovem guarda, reggae e samba-rock, o guitarrista Luis Vagner morreu no último dia 9, aos 73 anos, devido a complicações de saúde enquanto se recuperava de um acidente vascular cerebral.

Bageense, Luis Vagner se tornou conhecido sobretudo pelo trabalho no grupo Os Brasas, mas dali saltou para uma carreira prolífica que incluiu composições e parcerias com alguns dos maiores músicos do país – Jorge Ben Jor, responsável por seu apelido Guiterreiro, entre eles. Seu último álbum lançado em vida, chamou-se “Samba, Rock, Reggae, Ritmos em Blues & Outras Milongas Mais…”

Suas composições foram interpretadas por artistas diversos: Paulo Diniz, Wando, Vanusa, Tânia Maria, Eliana Pittman, Simonal, Celly Campello, Ronnie Von, Tony Tornado, Bebeto, Bedeu, Seu Jorge, Marcelo D2, Papas da Língua, Marietti Fialho, Molejo, Pagode do Dorinho, Clube do Balanço, Ultramen, Thaíde, Chimarruts, Casa da Sogra e outros.

BIOGRAFIA

Luis Vagner Dutra Lopes, mais conhecido como Luis Vagner Guitarreiro, foi um cantor, compositor e instrumentista brasileiro. Nasceu em Bagé, no Rio Grande do Sul, em 1948, sendo um dos principais nomes do samba-rock. Também desenvolveu ao longo da carreira sonoridades mais próximas ao reggae. Na década de 1980, Vagner adicionou o reggae jamaicano na sua mistura rítmica.

O pai e o avô de Luis Vagner eram músicos. O pai, violonista, batizou-lhe com o nome de “Vagner” em homenagem ao compositor alemão. Ainda jovem, foi morar na Cidade Universitária, em Santa Maria, onde conheceu vários músicos, como Cauby Peixoto e Lupicínio Rodrigues.

Começou a trajetória profissional em 1963, em Porto Alegre (RS), como guitarrista solo do grupo Os Jetsons. De 1963 a 1965, Vagner tocou com os Jetsons alguns gêneros da pré-história do pop brasileiro como o twist e o rock’n’roll.

A partir de 1966, já na cidade de São Paulo (SP), o guitarrista integrou o grupo Os Brasas, em sintonia com o som propagado pelo reino da Jovem Guarda. Os Brasas foi a banda que apoiou, em discos e shows, cantores como Sérgio Reis e Vanusa (1947 – 2020).

Contudo, Luis Vagner somente começou a delinear uma assinatura artística própria na música brasileira a partir dos anos 1970, década do nascimento e apogeu do samba-rock.

O primeiro single do artista foi gravado em 1970 com as músicas Moro no fim da rua e Viagem para o sul, sendo sucedido por outro single editado em 1971. Já o primeiro sucesso como compositor, Como?, foi propagado em 1972 na voz do cantor Paulo Diniz.

Luis Vagner também registrou Como? em 1972 para single editado em 1973 pela mesma gravadora, Chantecler, que lançou o primeiro álbum do guitarrista, o já mencionado Simples.

Morreu no último dia 9, aos 73 anos, na casa da cidade paulista de Itanhaém (SP) onde o artista vivia, se recuperando de dois AVCs sofridos recentemente.

Luis Vagner é nome associado primordialmente ao samba-rock, gênero musical do qual foi um dos pioneiros criadores e difusores no alvorecer dos anos 1970 ao lado do próprio Ben Jor.

 

 

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