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Leftoverture traz umas das mais emblemáticas melodias da história do rock

Leftoverture é o quarto álbum de estúdio da banda de rock americana Kansas. Com uma belíssima capa, “Leftoverture“, chegou às lojas em outubro de 1976, e catapultou o grupo ao primeiro time de bandas progressivas, principalmente pela citada “Carry on Wayward Son” , que foi lançada com single, atingindo a 11ª nos Estados Unidos, a 5ª colocação no Canadá e ainda a 51ª no Reino Unido, superando a casa de 1,5 milhão de cópias vendidas e deixando os próprios músicos surpresos pela boa repercussão. O álbum foi remasterizado e relançado em formato de CD em 2001.

O núcleo principal que fundou o grupo, Kerry Livgren nas guitarras e teclados, Dave Hope no baixo e Phil Ehart na bateria, somente conseguiu juntar um time de primeira com a entrada de Steve Walsh nos vocais e teclados, Robbie Steinhardt nos vocais e violino e Richard Williams, também na guitarra. Unir rock progressivo com música caipira norte-americana e boogie parecia uma indigesta receita, que certamente assustaria todo mundo que se deparasse com um concerto da banda. Lançaram três bons álbuns que passaram completamente despercebidos, até chegar a vez dos rapazes e eles virarem a mesa com Leftoverture.

O furor que pairava sobre o conjunto tinha um bom motivo: a faixa de abertura de Leftoverture, “Carry On Wayward Son”, tornou-se rapidamente um hino por todo os EUA, dando até projeção internacional ao grupo. “Carry On…” é mesmo uma pequena obra-prima, mesclando sabiamente todos os elementos característicos do progressivo e do AOR, desde os vocais fortes e melodiosos até as guitarras afiadas e influências também de jazz-rock.

A execução radiofônica assustou até mesmo a banda, que demorou para sair do Top 5, vendendo de cara três milhões de cópias! “The Wall” mostrava toda a habilidade da banda em juntar o violino “country” com o virtuosismo das guitarras e teclados, uma fórmula bem explorada também pelo Dixie Dregs.

O vocal privilegiado de Steve Walsh se tornou um referencial do estilo, provocando uma enorme lista de seguidores (um deles foi Eric Martin, do Mr. Big, fã confesso de Walsh). A atuação do vocalista em “What’s On My Mind”, “Opus Insert” e “Questions Of my Childhood” são de arrepiar. Steinhardt não ficava muito atrás, o que só fazia a musicalidade do Kansas ficar ainda mais enriquecida com vocalizações surpreendentes.

“Miracles Out Of Nowhere” tem algo de Love na linha vocal e também uma influência celta. Encerrando essa autêntica aventura sonora, temos a suíte “Magnum Opus”, dividida em seis movimentos. Esse grandioso tema nada tinha a ver com o apelo mais comercial de “Carry On Wayward Son”, mostrando que a banda poderia atingir diversos públicos sem deixar de ser simplesmente Kansas.

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