Geral

Larry King, lenda da televisão americana

Lawrence Harvey Zeiger (Nova Iorque, 19 de novembro de 1933 – Los Angeles, 23 de janeiro de 2021), mais conhecido como Larry King, foi um radialista e um apresentador de televisão estadunidense. Desde 1985 apresentou o programa Larry King Live na emissora CNN. Uma das características mais marcantes de King era seu gosto por suspensórios.

Em julho de 2009, apareceu no “The Tonight Show com Conan O’Brien”, onde disse que deseja ser preservado crionicamente após a sua morte, como já tinha revelado no seu livro My Remarkable Journey.

No dia 29 de junho de 2010, Larry King anunciou que iria encerrar o seu programa (Larry King Live) na CNN, após 25 anos, mas garantiu de antemão que não iria se aposentar. Em 16 de dezembro de 2010, foi ao ar a última edição do programa Larry King Live, que contou com a participação de várias personalidades que gravaram ou apresentaram ao vivo declarações de felicitações e despedida para Larry King.

King saiu da CNN em 2010, mas continuou na área com um programa de entrevistas exibido em seu site. Dois anos depois lançou o Larry King Now na Ora TV, um canal de vídeos por assinatura. Há dois meses, ao completar 87 anos, agradeceu no Twitter todas as mensagens de parabenização enviadas por colegas e admiradores, junto com uma fotografia em que aparecia com bom aspecto apesar de sua diabetes tipo 2, e as cicatrizes de vários ataques cardíacos e um câncer de pulmão superado. Em 1987 sofreu um infarto que exigiu um by-pass quíntuplo, uma experiência que compartilhou em dois livros e um documentário de televisão britânico. A vida também lhe bateu duro: perdeu dois de seus filhos em um intervalo de três semanas.

No dia 13 de junho de 2013, quase três anos após o fim do lendário programa na CNN, King surpreendeu ao estrear o programa Politicking with Larry King no canal financiado pelo Kremlin, RT, frequentemente descrito como uma “ferramenta de propaganda” do governo russo.

King abordou tais alegações dizendo: “Eu não trabalho para a RT. É um acordo feito entre as empresas. Elas apenas licenciam nossos programas”. Ele também acrescentou que “até onde sabia” a rede nunca alterou qualquer entrevista que ele tenha feito. “Se eles tirassem alguma coisa, eu jamais faria isso. Seria ruim se eles tentassem editar as coisas. Eu não aguentaria isso”.

Sua cobertura da Guerra do Golfo de 1991, a primeira transmitida ao vivo pela televisão, faz parte da história do jornalismo, da chuva de mísseis que traçava elipses coloridas sobre o rio Tigre ao cormorão empapado de petróleo no Kuwait que depois se descobriu que era uma montagem, talvez a primeira notícia falsa da televisão contemporânea. Dos estúdios, Larry King esteve na linha de frente nessa primeira noite ao vivo da guerra, conectado com o enviado especial da rede em Bagdá, o também legendário Peter Arnett, mas também na retaguarda, entrevistando políticos, militares, vítimas e carrascos. Após entrevistar os especialistas, King abria os microfones aos telespectadores, fazendo do programa um termômetro da opinião pública.

 

Antes de provar o gosto do sucesso, King, nariz proeminente em forma de gancho e cabeça poderosa de imperador romano, teve ampla variedade de empregos em diversos veículos de comunicação. Nascido no Brooklyn em 1933 como Zeiger King, suas duas décadas de forja em Miami foram uma época dissoluta que transcorreu entre o trabalho medíocre, a boêmia e as dívidas. Começou como DJ, mas também limpou escritórios, e conquistou certa notoriedade ao entrevistar pessoas comuns ao vivo em um restaurante. Mais tarde começou a intercalar convidados famosos, o que o levou a trabalhar em uma rede de televisão local onde se uniu à lenda do entretenimento Jackie Gleason. Nos anos setenta, enquanto narrava partidas do Miami Dolphins e tinha um programa esportivo de rádio local, foi ganhando celebridade nacional e por fim entrou na CNN em 1985 com o Larry King Live, onde permaneceu até 2010. A veteranice e a idade não lhe impediram de tentar novos formatos, como um podcast semanal chamado Politicking with Larry King, e até um clipe de Bryan Cranston explicando os Power Rangers.

Seus modos informais, em mangas de camisa e apoiando o queixo em uma das mãos, passaram à história da televisão como o inconfundível topete de Jesús Hermida, um dos que se inspiraram nele.

Morreu em 23 de janeiro de 2021, aos 87 anos, no Cedars-Sinai Hospital, em Los Angeles. Shawn, sua esposa, contou ao programa Entertainment Tonight que ele havia se recuperado da COVID-19, mas morreu de sepse como complicação.

 

 

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo