Política

Justiça mantém prisão de desembargadores do TRT presos no Rio

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, confirmou na sessão de quarta-feira (03) a prisão preventiva de 11 pessoas – entre elas, quatro magistrados do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região – investigadas por suposta participação em organização criminosa com atuação no Rio de Janeiro.

A posição do colegiado ratifica decisão da ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, que na terça (02) deferiu os pedidos do Ministério Público Federal para a prisão dos investigados e a realização de diligências de busca e apreensão. Durante a sessão de julgamento, a ministra afirmou que os protocolos de segurança contra a Covid-19 foram seguidos pela polícia no cumprimento dos mandados.

Todas as prisões foram mantidas nas audiências de custódia, que ocorreram entre a decisão monocrática e a sua ratificação pela Corte Especial.

Prisão

O quarteto passou a noite no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio. Antônio Carlos de Azevedo Rodrigues, Fernando Antônio Zorzenon da Silva, José da Fonseca Martins Junior e Marcos Pinto da Cruz, foram presos na megaoperação da PF que cumpriu 11 mandatos de prisão no total.

Pegos pela Operação Mais Valia, a ação seria um desdobramento da Operação Tris in idem, que afastou em agosto do ano passado o então governador Wilson Witzel (PSC) do cargo durante a crise de gastos em meio ao pico da pandemia.

Agora, o Ministério Público Federal (MPF) apura o pagamento indevido de quantias aos magistrados, que, em resposta, davam vantagens aos integrantes do esquema criminoso possivelmente instalado do governo de Witzel, que agora responde como réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia feita pelo MPF, algumas firmas pagavam aos magistrados para serem incluídas no esquema chamado Plano Especial de Execução da Justiça do Trabalho Fluminense. O objetivo era conseguir uma forma do governo do estado pagar valores devidos.

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