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Implantação de ‘pedágio’ na Paraty-Cunha divide opiniões de moradores

Com a inclusão do Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB) no Programa Nacional de Desestatização (PND), do Governo Federal, a passagem de veículos pela Estrada-Parque Paraty-Cunha (RJ-165, ou “Estrada Parque Comendador Antônio Conti”, de acordo com a Lei Estadual n. 7.556/2017), que liga a BR-101, na altura Paraty, na Costa Verde do Rio, ao município de Cunha, no estado de São Paulo, poderá ser cobrada.

Apesar de ser administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a estrada corta a unidade de conservação e a cobrança estava prevista no plano original de implantação. Por isso, quem quiser transitar pela via precisará colocar a mão no bolso.

Segundo o PND, será transferida para a iniciativa privada a prestação dos serviços públicos de apoio à visitação, com previsão do custeio de ações de apoio à conservação, à proteção e à gestão dos parques.

A Secretaria Geral da Presidência afirmou que a inclusão trará benefícios para as regiões e para os municípios situados nas redondezas das áreas de preservação.

O órgão citou como exemplos “a geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico, o aumento da arrecadação de impostos, a melhoria do diálogo com as comunidades do entorno e dos serviços prestados à comunidade local e aos visitantes”.

A introdução da taxa de visitação, que estará prevista no contrato de concessão do parque, divide opiniões de moradores dos municípios.

Para o cunhense Thiago Ozório, a ‘taxa’ irá afetar o turismo e dificultar o acesso da população a cachoeiras e outros principais atrativos das cidades. “Prestem bem atenção! Vai ser mais uma forma de usurpar nosso dinheiro. O cunhense daqui a pouco não vai poder visitar nem as nossas cachoeiras sem pagar. Esse papo de criar emprego é lenda. Investimento, pior ainda. Só vão sugar a grana e nada mais. Como já é feito em outras lugares”, disse.

Já Mauro Vieira acha a implantação importante para o desenvolvimento da área. “O que um turista vai ver em Cunha além da Cachoeira do Pimenta e a Pedra da Macela? A Prefeitura não investe no Turismo, estão destruindo os casarões históricos para abrir lojinhas. A prefeitura não tem competência”, pontua.

“Quem é contra nunca precisou de um guincho ali com carro ou moto quebrada na madruga. Privatiza para melhoria de todas e cobrem um valor realmente justo”, fez coro Marcio Ceraltti Junior.

“Essa privatização é ridícula por todos os ângulos. Não vai trazer benefício algum para a municipalidade. Ganhos escusos como sempre”, comenta Paulo Henrique.

“E pra galera de cunha que trabalha em Paraty! Terão que pagar pedágio todos os dias?”, questiona a paratiense Dyana Faustino. “Acho difícil uma empresa não cobrar pedágio de trabalhadores. Aguardaremos”, respondeu Carlos Pinto.

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