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Há 33 anos morria Chacrinha, grande comunicador de rádio e televisão

Há exatos 33 anos morria Chacrinha, um dos mais importantes, criativos e influentes apresentadores da televisão brasileira. Nascido em Surubim (PE), o velho guerreiro, como era conhecido Abelardo Barbosa (1917-1988), inventou tantos bordões e modas que esse espaço seria pequeno para listar todos.

Desde “alô, alô, Terezinha” a “vocês querem bacalhau?”, que ele soltavano meio do programa enquanto distribuía abacaxis, até frases como “quem não se comunica se trumbica” (que virou nome de biografia assinada pela viúva Florinda Barbosa com a jornalista Lucia Rit).

Chacrinha, que estreou na TV Tupi em 1956 e apresentou diversos programas na Globo, também era lembrado pelos jurados musicais, de Aracy de Almeida a Calos imperial, e por sua chacretes, as dançarinas, como a rainha Rita Cadilac, Índia Amazonense e Suely Pingo de Ouro.

 

BIOGRAFIA

Nascido no dia 20 de janeiro de 1916, em Surubim (PE), antes de se tornar uma lenda da televisão brasileira, Chacrinha encaminhava seus estudos em Recife, na Faculdade de Medicina. Aos 21 anos, quando estava no segundo ano da faculdade, ele se mudou para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar nas rádios da capital federal.

Em 1943, lançou na Rádio Fluminense um programa de músicas de Carnaval chamado Rei Momo na Chacrinha, que fez muito sucesso. Depois disso, passou a ser chamado de Abelardo “Chacrinha” Barbosa.

Nos anos 50, comandou o programa Cassino do Chacrinha, em que lançou vários sucessos da música brasileira. Sua estreia na televisão aconteceu em 1956, no programa Rancho Alegre, na TV Tupi. Depois, passou pela TV Rio e, em 1970, foi contratado pela Rede Globo. Dois anos mais tarde, voltou para a Tupi e, em 1978, transferiu-se para a TV Bandeirantes.

Retornou à Globo em 1982, onde fez bastante sucesso com o programa Cassino do Chacrinha nas tardes de sábado. Chacrinha é o autor da célebre frase “Na televisão, nada se cria, tudo se copia”.

Na década de 70 era chamado de Velho Guerreiro, por conta da homenagem de Gilberto Gil na música “Aquele Abraço”. Em seu programa na TV Globo, Chacrinha usava roupas extravagantes e uma buzina de mão para desclassificar os calouros. Ele também contava com jurados e as chacretes.

Anualmente, lançava em seu programa uma marchinha para o carnaval. Conhecido como Velho Guerreiro, em 1987 foi homenageado pela escola de samba carioca Império Serrano com o enredo “Com a boca no mundo – Quem não se comunica se trumbica”, foi a única vez que desfilou numa escola de samba, surgiu no último carro alegórico, que reproduzia o cenário de seu programa, rodeado de chacretes, de Russo (1931-2017; seu assistente de palco) e Elke Maravilha. Em outubro de 1987, recebeu dos professores Annita Gorodicht e Paulo Alonso, o título de “doutor honoris causa” da Faculdade da Cidade, no Rio de Janeiro. Seu aniversário de 70 anos foi comemorado em setembro de 1987 com um jantar oferecido em sua homenagem pelo então Presidente do Brasil, José Sarney.

Durante o ano de 1988, já doente, foi substituído em alguns programas por Paulo Silvino (1939-2017). Ao voltar à cena, no mês de junho, comandou a atração com João Kléber, até que pudesse se sentir forte novamente.

Chacrinha faleceu no dia 30 de junho de 1988, às 23h30, de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória (tinha câncer de pulmão) aos 70 anos. Foi sepultado no dia seguinte.

O último programa Cassino do Chacrinha foi ao ar em 2 de julho de 1988.

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