Polícia

Feminicídios sobem 50% nos primeiros quatro meses do ano no Estado do Rio

O Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou no primeiro quadrimestre deste ano, marcado por quarentenas intermitentes, mais ou menos rígidas de acordo com o avanço do coronavírus, o maior total de vítimas desde o início da série história do crime, em 2017. Ao todo, foram 30 casos, um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 20 mulheres foram mortas.

Trinta mulheres foram vítimas de feminicídio em todo o estado do Rio de Janeiro apenas nos primeiros quatro meses de 2021, o maior total de vítimas desde o início da série história do crime, em 2017. O dado está no relatório do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgado mensalmente. No mesmo período do ano passado, entre janeiro e abril, foram 20 mulheres mortas, um aumento de 50%.

Segundo o ISP, mais de 250 mulheres foram vítimas de violência por dia durante o isolamento social em 2020 no estado do Rio de Janeiro. Cerca de 61% desses casos ocorreram dentro das residências. Neste ano, nos últimos meses, 86 mulheres foram atacadas e quase mortas.

 

Búzios atende mais de 120 mulheres vítimas de violência

Em três meses de funcionamento, a Secretaria da Mulher e do Idoso, através do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), atendeu 121 mulheres vítimas de violências domésticas. Deste total, 53 foram inseridas no programa de acompanhamento da secretaria.

O CEAM oferece para mulheres vítimas de violências doméstica e discriminação de gênero, uma estrutura com profissionais experientes e capacitados para tal acolhimento.

Importante ressaltar que a partir do momento que elas decidem buscar apoio do CEAM, são acolhidas por assistentes sociais, psicólogas, advogadas e guardas municipais do local, onde todas as profissionais que fazem o acolhimento são mulheres.

O atendimento é realizado de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, na rua Camila nº 04, galeria Porto Belo, em Manguinhos.

Toda mulher que se sente ameaçada, machucada, humilhada e tem seus direitos privados, ou se você conhece alguma mulher que sofre violência doméstica, ligue para 180 ou peça ajuda ao CEAM.

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