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“Eleventeen”: último legado de Lee Kerslake

Falecido em setembro de 2020, aos 73 anos, o baterista Lee Kerslake deixou um legado importante na história do rock. Mas antes de partir conseguiu deixar gravado um álbum solo com canções inéditas. Eleventeen foi lançado em fevereiro deste ano. Essa não foi a única sua conquista antes de falecer.  Assim que soube que o ex-companheiro de banda estava com os dias de vida contados, Ozzy Osbourne mandou entregar os dois discos de platina que ele havia conquistado por ter trabalhado em seus primeiros álbuns, “Blizzard Of Ozz” e “Diary Of Madman”.

Com uma carreira que remonta à década de 60, o primeiro passo de Lee Kerslake para os holofotes do rock foi com a banda The Gods, gravando “Genesis” em 1968 e “To Samuel A Son” em 1969. Mas foi a partir de 1972, quando entrou no grupo britânico Uriah Heep que ele passou a se projetar como um dos grandes bateristas de sua época, permanecendo na banda por mais de 30 anos. Foi no Heep que ele acabou sendo apelidado de The Bear (O Urso).

No início dos anos 80, participou das gravações dos dois primeiros álbuns solo de Ozzy Osbourne, apontados como os melhores da carreira do ex-vocalista do Black Sabbath. E mais recentemente fundou o grupo Living Loud com o cantor Jimmy Barnes, o guitarrista Steve Morse e o baixista Bob Daisley, além do tecladista Don Airey.

Em 2007, decidiu deixar o Uriah Heep por conta de seus problemas de saúde. Alguns anos depois, em 2015, começou a produzir as canções desse seu primeiro disco, finalizando a produção em 2019, que agora está sendo divulgada de forma póstuma em sua homenagem.

“Eleventeen” é uma coleção de oito canções, sete delas escritas ou co-escritas por Lee, começando com a singela “Celia Sienna”, passando pela igualmente ótima “Take Nothing For Granted”, inspirada em sua esposa e mais algumas coisas de sua vida. Há ainda uma versão de “You´ve Got a Friend”, de Carole King, que Lee fez questão de dedicar a todos os seus amigos da música.

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