Esportes

Domingo tem abertura da Copa América com Brasil e Venezuela

Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, receberá a final da Copa América, em 10 de julho

A Copa América 2021 começa oficialmente neste domingo (13), com o Brasil estreando contra a Venezuela no estádio Mané Garrincha, em Brasília, às 18h. Disputada por seleções de futebol de 10 países, o torneio deste ano chegou ao Brasil por caminhos tortuosos: originalmente, os países que iriam sediar o evento eram Argentina e Colômbia.

No entanto, tomada por protestos de milhares de pessoas contra o governo do presidente Iván Duque, a Colômbia desistiu de sediar o evento esportivo no dia 20 de maio, a menos de um mês do início da competição. Com a notícia, a Argentina passou a ser a sede única da Copa América, mas 10 dias depois da desistência da Colômbia, foi a vez dos argentinos abrirem mão de sediar o evento, decisão creditada à alta taxa de infecção por Covid-19 no país.

No dia seguinte à desistência da Argentina, a Conmebol ratificou: o Brasil foi escolhido para sediar a Copa América, ideia prontamente acolhida pelo governo federal e, na quinta-feira (10), confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Paralisação do Brasileirão

Rodrigo Dunshee de Abranches, vice-presidente jurídico do Flamengo, afirmou, em sua conta no Twitter, que o clube rubro-negro acionou o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para paralisar o Brasileirão durante a Copa América. O dirigente alega que o Flamengo, assim como outros times, está sendo prejudicado com os desfalques de jogadores convocados pelas seleções para a Copa América.

Quatro jogadores do Flamengo foram convocados para a Copa América. Everton Ribeiro e Gabigol, ambos da seleção brasileira, além de Isla (Chile) e Arrascaeta (Uruguai). Sem o quarteto, o Fla ficará nove rodadas do Brasileiro desfalcado.

Na Copa América de 2019, a própria CBF suspendeu o Brasileiro. Agora, não suspende. Ela própria reconheceu a fragilidade ao adiar jogo do Flamengo no Brasileiro deste ano. É um retrocesso inexplicável. Procuramos a CBF, mas estamos há nove dias sem respostas”, disse Dunshee.

O dirigente acrescentou que a perda de tantos jogadores fere o equilíbrio da competição e se baseou no Regulamento Geral das Competições (RGC) para sustentar sua tese:  “Pode um time sem quatro atletas disputar contra times completos? Isso não guarda respeito ao regulamento”.

 

Anfitriões chegarão na véspera da partida

Protagonistas da abertura da Copa América neste domingo, às 18h, no Mané Garrincha, Brasil e Venezuela desembarcarão na cidade sede do jogo em dias opostos. Com a flexibilização da logística por parte da Conmebol devido à pandemia, os anfitriões chegarão a Brasília na véspera da partida, prazo limite autorizado pela entidade máxima do futebol sul-americano.

A equipe vinotinto preferiu viajar antes. O voo fretado pousará às 23h no Aeroporto Internacional JK, a delegação ficará concentrada no Brasília Palace, a partir desta madrugada, e tem treinos previstos para o estádio do Defelê, na Vila Planalto, casa do Real Brasília, sem acesso à imprensa. O Brasil se reapresentará na sexta-feira, em São Paulo, treinará na capital paulista e só chegará à capital do país no sábado, ou seja, não haverá atividade em Brasília. O Centro de Treinamento do Brasiliense, no Setor de Clubes Sul, está reservado para atividade da Seleção.

Organizada a toque de caixa depois da transferência do torneio da Argentina e da Colômbia para o Brasil, a Copa América autorizou as seleções a chegar no local das partidas até a véspera de cada confronto. A Argentina, por exemplo, ficará concentrada no Centro de Treinamento de Ezeiza, próximo do aeroporto Internacional. De lá, fará voos bate-volta Argentina-Brasil-Argentina para as exibições no Rio de Janeiro, Brasília e Cuiabá na fase de grupos.

A Bolívia escolheu chegar antes ao Brasil. Aterrissou na noite de quarta-feira, em Goiânia, e está concentrada para a estreia contra o Paraguai na segunda-feira, no Estádio Olímpico. De lá, embarcará rumo a Cuiabá para a segunda exibição no torneio contra o Chile.

A Conmebol flexibilizou a logística das seleções no último domingo. No mundo sem pandemia, as seleções deveriam ficar todas concentradas no país sede do torneio, como foi, por exemplo, na Copa América 2019. No novo normal, a decisão é de cada país fazer o mesmo que a Argentina, ou seja, bate-volta durante todo o torneio, ou se instalar no Brasil do início ao fim.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo