Polícia

Defesa pede à Justiça a liberdade de Dr. Jairinho

A defesa do ex-vereador Dr. Jairinho pediu na Justiça a liberdade dele no processo em que é acusado pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em março deste ano. No relatório de 29 páginas, os advogados afirmam que Jairinho sempre foi um “pai carinhoso, presente e amado pelos filhos”.

No documento, eles também classificam Monique Medeiros, mãe do menino Henry, como uma mulher fria, indiferente, ambiciosa e vaidosa. Jairinho está preso e também responde pelos crimes de violência doméstica contra uma ex-namorada e por agredir e torturar outras duas crianças. Os advogados alegam que a carta escrita por ela sobre o caso, na qual Jairinho é tratado como “psicopata”, contém “falsa lamúrias” e “arrependimentos”.

A defesa pediu ainda à Justiça a inclusão de imagens de câmeras do trajeto ao hospital, do Barra D’Or e do Instituto Médico Legal. Os advogados alegam que as provas colhidas nos telefones devem ser retiradas dos processos por estarem fora de contexto.

Entre elas, estão as mensagens em que a babá Thayna Oliveira Ferreira e Monique revelam as agressões de Jairinho cometidas contra Henry.

Em abril, quando ainda estavam juntos, Monique e Jairinho tiveram o pedido de liberdade negado pela Justiça. O ex-parlamentar também responde por tortura contra duas crianças, filhas de ex-namoradas.

 

Caso Henry

O menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu no dia 8 de março após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Inicialmente, Jairinho e Monique afirmaram que a criança havia caído da cama e sido encontrada já desacordada no chão do quarto.

No entanto, laudos revelaram que o menino morreu por agressões que causaram 23 lesões. O documento apontou que foram aplicadas “diversas ações contundentes e diversos graus de energia”. As lesões intra-abdominais foram de alta energia, decorrentes de um impacto mais forte.

 

 

 

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