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Cher, uma das maiores vozes norte-americanas

A cantora Cher, ícone pop e uma das maiores vozes norte-americanas, completa 75 anos nesta quinta-feira (20). Ela é conhecida por sua voz grave de contralto e por ter trabalhado em várias áreas do entretenimento, bem como por reinventar continuamente sua música e imagem ao longo de uma carreira que já dura seis décadas. Apelidada de “Deusa do Pop”, ela é considerada uma das primeiras e mais significativas representantes da autonomia feminina em uma indústria dominada por homens.

Cher é ganhadora de um Oscar, um Grammy, um Emmy, três Globos de Ouro e um Cannes, entre vários outros prêmios. Reconhecida como uma das artistas mais bem-sucedidas da história, ela vendeu mais de 100 milhões de discos em carreira solo e 40 milhões como parte da dupla Sonny & Cher. Cher é a única artista a ter alcançado o primeiro lugar nas paradas da Billboard em seis décadas consecutivas, dos anos 1960 até os anos 2010.

Cher ascendeu à fama como parte da dupla de folk rock Sonny & Cher, formada com o marido Sonny Bono em 1965, popularizando uma sonoridade própria que rivalizou com as principais correntes musicais da década de 1960, a Invasão Britânica e o Motown Sound. Ao mesmo tempo, estabeleceu-se como cantora solo por meio de sucessos como “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”, “Gypsys, Tramps & Thieves”, “Half-Breed” e “Dark Lady”, canções que lidam com temas raramente abordados na música popular americana como o racismo e a gravidez na adolescência.

Cher alcançou notoriedade como apresentadora de televisão na década de 1970, estrelando uma série de atrações no horário nobre das redes CBS e ABC, entre elas The Sonny & Cher Comedy Hour e Cher. Dona de um extravagante senso de estilo, lançou tendências de moda graças à sua constante exposição na televisão. Após se divorciar de Sonny em 1975, Cher experimentou com vários estilos musicais, incluindo disco music e new wave, e quebrou recordes de público com seu espetáculo fixo em Las Vegas.

No início da década de 1980, Cher estreou na Broadway e foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme Silkwood — O Retrato de uma Coragem. Nos anos seguintes, estrelou filmes de sucesso como Marcas do Destino, As Bruxas de Eastwick, Minha Mãe É uma Sereia e Feitiço da Lua, pelo qual ganhou o Oscar de melhor atriz em 1988. Simultaneamente, reinventou-se como cantora de rock, lançando uma série de álbuns multi-platinados e canções de sucessos como “I Found Someone” e “If I Could Turn Back Time”.

Na década de 1990, Cher estreou como diretora de cinema em O Preço de uma Escolha e lançou a canção mais bem-sucedida de sua carreira, “Believe”, responsável por popularizar o uso do Auto-Tune (também conhecido como “efeito Cher”) na música pop. Na década de 2000, embarcou na bem-sucedida Living Proof: The Farewell Tour e assinou um contrato de 180 milhões de dólares para se apresentar por três anos no Caesars Palace, em Las Vegas. A década de 2010 viu sua estreia no gênero cinematográfico musical com os filmes Burlesque e Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo. Seu álbum mais recente, Dancing Queen (2018), obteve a semana de estreia mais bem-sucedida do ano por uma artista feminina nos Estados Unidos.

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