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Bruce Lee, a lenda das artes marciais no cinema

Há exatos 47 anos, o mundo sofria a repentina morte do lendário ator Bruce Lee, aos 32 anos. Lutador de artes marciais, ator e roteirista norte-americano, Bruce Lee foi o responsável por levar as artes marciais para as telas do cinema na década de 1970.

Fundador do Jeet Kune Do, uma filosofia híbrida de artes marciais derivada de diferentes disciplinas de combate que muitas vezes é creditada por pavimentar o caminho para as artes marciais mistas modernas (MMA), Lee é considerado por comentaristas, críticos, mídia e outros artistas marciais o mais influente artista marcial de todos os tempos e um ícone da cultura pop do século XX, que fez a ponte entre o Oriente e o Ocidente. Ele é creditado por ajudar a mudar a maneira como os asiáticos eram apresentados nos filmes americanos.

Filho da estrela da ópera cantonesa Lee Hoi-chuen, Lee nasceu na área de Chinatown, em San Francisco, em 27 de novembro de 1940, filho de pais de Hong Kong, e foi criado com sua família em Kowloon, Hong Kong. Ele foi apresentado à indústria cinematográfica por seu pai e apareceu em vários filmes como um ator infantil. Lee mudou-se para os Estados Unidos aos 18 anos para receber seu ensino superior na Universidade de Washington em Seattle,[4] e foi nessa época que ele começou a ensinar artes marciais. Seus filmes produzidos em Hong Kong e Hollywood elevaram o tradicional filme de artes marciais a um novo nível de popularidade e aclamação, despertando um grande interesse na nação chinesa e nas artes marciais chinesas no Ocidente na década de 1970. A direção e o tom de seus filmes influenciaram e mudaram dramaticamente os filmes de artes marciais e artes marciais em todo o mundo.

Ele é conhecido por seus papéis em cinco longas-metragens de artes marciais no início dos anos 1970: The Big Boss (1971) e Fist of Fury (1972) de Lo Wei; The Way of the Dragon (1972), da Golden Harvest, dirigido e escrito por Lee; e Enter the Dragon da Warner Brothers e Golden Harvest (1973) e The Game of Death (1978), ambos dirigidos por Robert Clouse.

Lee se tornou uma figura icônica conhecida em todo o mundo, especialmente entre os chineses, com base em sua representação do nacionalismo chinês em seus filmes e entre asiático-americanos por desafiar os estereótipos associados ao homem asiático emasculado. Ele treinou na arte do Wing Chun e mais tarde combinou suas outras influências de várias fontes no espírito de sua filosofia pessoal de artes marciais, que ele apelidou de Jeet Kune Do (O Caminho do Punho Interceptador). Lee tinha residências em Hong Kong e Seattle.

 

Morte

Em 10 de Maio de 1973, Lee desmaiou no estúdio Golden Harvest, enquanto fazia o trabalho de dublagem para o filme Operação Dragão. Ele sofreu convulsões e dores de cabeça e foi imediatamente levado para um hospital de Hong Kong, onde os médicos diagnosticaram um edema cerebral. Eles foram capazes de reduzir o inchaço com a administração de manitol. Esses mesmos sintomas que ocorreram em seu primeiro colapso depois foram repetidos no dia da sua morte.[88] Em 20 de julho de 1973, Lee foi a Hong Kong, para um jantar com o ex-James Bond George Lazenby, com quem pretendia fazer um filme. Segundo sua esposa, Linda Lee, Lee encontrou o produtor Raymond Chow às 14 horas em casa, para discutir a realização do filme Jogo da Morte.

Eles trabalharam até as 16 horas e depois dirigiram juntos para a casa da colega Lee Betty Ting, uma atriz de Taiwan. Os três passaram o script em casa e, em seguida, Chow se retirou. Mais tarde, Lee se queixou de uma dor de cabeça, e Ting deu-lhe um analgésico denominado Equagesic, que incluía aspirina e um relaxante muscular. Cerca de 19h30min, recolheu-se para dormir. Quando Lee não apareceu para jantar, Chow chegou ao apartamento, mas não viu Lee acordado. Um médico foi chamado, que passou dez minutos tentando reanimá-lo antes de enviá-lo de ambulância ao hospital. Lee foi dado como morto no momento em que chegou ao hospital. Não houve lesão externa visível, porém de acordo com relatórios da autópsia, o seu cérebro tinha inchado consideravelmente, passando de 1 400 a 1 575 gramas (um aumento de 13%).

Lee tinha 32 anos. A única substância encontrada durante a autópsia foi Equagesic. Em 15 de Outubro de 2005, Chow declarou, em uma entrevista, que Lee morreu de anafilaxia ao relaxante muscular “Equagesic”, que ele descreveu como um ingrediente comum em analgésicos. A controvérsia ocorreu quando o doutor Don Langford, que foi médico pessoal de Lee em Hong Kong e o havia tratado durante seu primeiro colapso, acreditava que o “Equagesic não esteve envolvido de modo algum no primeiro colapso de Bruce”. No entanto, o professor RD Teare, um cientista forense da Scotland Yard que supervisionou mais de mil autópsias, foi o perito superior designado para o caso Lee. Sua conclusão foi que a morte foi causada por um edema cerebral agudo devido a uma reação aos compostos presentes na prescrição de remédios como o Equagesic.

Sua esposa Linda levou o corpo de Bruce para a cidade natal de Linda, Seattle. O corpo foi enterrado no lote 276 do Cemitério Lakeview. Seu caixão foi carregado no funeral em 31 de Julho de 1973 por Taky Kimura, Steve McQueen, James Coburn, Chuck Norris, George Lazenby, Dan Inosanto, Peter Chin, e seu irmão Robert Lee. A morte de Lee ainda é um tema de controvérsia, porém no programa Autópsia de Famosos, no Discovery Channel, o médico legista norte-americano, Richard Shepherd, concluiu que houve uso excessivo de cortisona, por conta da hérnia de disco que Bruce Lee sofria há 3 anos, gerando uma crise adrenal, por uso excessivo de esteróides.

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