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Back in Black, do AC/DC, o disco de rock mais vendido de todos os tempos

Há 41 anos, era lançado o primeiro álbum do AC/DC após a morte do vocalista Bon Scott. Back in Black é o sétimo álbum de estúdio da banda australiana e vendeu mais de 50 milhões de cópias no mundo inteiro.

Foi lançado em 25 de julho de 1980 e, até hoje, é considerado o álbum de rock mais vendido de todos os tempos e encontra-se na lista dos álbuns mais vendidos do mundo, na segunda posição, ficando atrás apenas de Thriller, de Michael Jackson. O álbum até hoje já vendeu mais de 22 milhões de cópias nos Estados Unidos. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Depois do sucesso de Highway to Hell, a banda começou a desenvolver o álbum, após a morte de seu vocalista, Bon Scott, cuja causa oficial da morte foi de “intoxicação alcoólica aguda”. Quando Scott foi substituído por Brian Johnson, o álbum foi totalmente refeito, com hits como “Hells Bells”, “You shook me All Night Long” e a faixa que dá título ao álbum, “Back in Black”. O álbum se tornou um enorme sucesso nos Estados Unidos e em outras partes do mundo. O álbum foi remasterizado, e relançado duas vezes no box bonfire de (1997), e em 2003, como parte da série de remasterizados da banda.

 

Transformando tragédia em vitória gloriosa

O disco começou a ser criado em um funeral. Em 29 de fevereiro de 1980, as cinzas de Bon Scott, vocalista do AC/DC, foram enterradas no cemitério Fremantle Memorial Garden, nos arredores de Perth, no oeste da Austrália. Foi uma cerimônia íntima. Os familiares mais próximos, seus colegas de banda e pouca gente mais. Ao final do enterro, o pai de Scott, Chick, se aproximou de Malcolm Young, guitarrista do grupo, que estava deprimido. Ficou de frente para ele, pôs as mãos nos seus ombros, olhou-o nos olhos e disse: “Vocês têm que continuar. Bon gostaria que fosse assim”.

Bon Scott morreu em 19 de fevereiro de 1980, aos 33 anos. Sua morte até hoje não foi bem explicada, após a turnê de divulgação do álbum Highway to Hell pela Europa, Scott resolveu passar uns dias em Londres, para rever amigos. A tragédia teve início numa tradicional noite de bebedeira, coisa a que Scott estava realmente acostumado. Scott e um amigo seu, chamado Alistair Kinnear, foram tomar alguns drinks no Music Machine, um clube noturno localizado em Camden Town. Depois de muitas rodadas, a dupla foi para Ashby Court, onde Scott vivia naquela época. No caminho, Scott “apagou” no banco de trás do veículo. Já Kinnear não deu muita bola e seguiu em frente. Quando chegou na casa do vocalista do AC/DC, Kinnear tentou acordar Scott e levá-lo para a cama, porém não conseguiu acordar seu companheiro, que estava num avançado estado de embriaguez. Kinnear desistiu da ideia e seguiu dirigindo para seu próprio apartamento. Chegando lá, nova tentativa frustrada de tirar o amigo bêbado do veículo. O jeito foi deixa-lo ‘dormindo’ no banco de trás do automóvel, um Renault 5, em Overhill Road, uma estrada localizada em East Dulwich. Quando Kinnear voltou na manhã seguinte para ver seu amigo, já era tarde demais. Scott estava morto, praticamente congelado dentro do pequeno automóvel. O sujeito ainda levou o amigo às pressas para o Kings College Hospital, em Camberwell, que declarou que o músico já chegou sem vida nas dependências do pronto socorro. O atestado de óbito informou que Bon Scott havia falecido em decorrência de overdose e ‘death by misadventure’ (morte por desventura, ou por desgraça). Nos jornais da época foi também noticiado que o músico teria se sufocado com o próprio vômito e que a baixa temperatura da madrugada e suas constantes crises de asma colaboraram para a tragédia daquela fria manhã de 19 de fevereiro de 1980, um dos dias mais tristes do rock n’ roll. O seu corpo foi cremado e suas cinzas foram levadas por sua família para o Cemitério de Fremantle, em Fremantle na Austrália Ocidental.

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