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Ação de limpeza retira pilhas de lixo do mar de Arraial do Cabo

Uma montanha de lixo. Foi isso que os pescadores, mergulhadores e técnicos envolvidos na Limpeza subaquática da Marina dos Pescadores de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, retiraram do fundo do mar, no último sábado (05), Dia Mundial do Meio Ambiente. O trabalho começou por volta das 7h da manhã e durou cerca de 5 horas. Dezenas de pneus (usados em embarcações como batentes) e uma série de outros objetos estranhos ao mar foram retirados do fundo, no entorno dos píeres de atracação das embarcações.

O evento aconteceu na Praia dos Anjos, ponto de embarque dos tradicionais passeios de barco de Arraial do Cabo, e envolveu equipes da Associação da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (AREMAC), pescadores de mergulho (APAMAC) e os barqueiros de pesca tradicional do município (ABTEPAC). O material foi coletado e levado para a orla da praia, de onde foi recolhido por equipes do IDAC para a usina de reciclagem do município.

Cadeiras, uma churrasqueira, armadilhas para polvos (que são proibidas), carrinho de transporte de cilindros de oxigênio e uma série de outros materiais usados na atividade pesqueira, além de cordas de amarração, latas de alumínio e até um vaso sanitário utilizado em barco foram retirados do fundo do mar. Isso tudo somado às dezenas de pneus. “É um trabalho duro e que deve ser constante. Ainda há muito para ser feito, por isso estamos regularmente realizando esse projeto de limpeza, não só da Marina, mas de toda a área da nossa reserva extrativista”, explicou o presidente da AREMAC, Eraldo Cunha.

O biólogo Diego Dias Lima, da Protek Consultoria, deu suporte ao evento, para que o trabalho envolvesse o menor dano possível ao ecossistema do fundo do mar. “Esse estudo se destina ao gestor público do município de Arraial do Cabo para uma melhor gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos dispostos no leito marinho da reserva, atribuição dos municípios de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n.º 12.305/2010)”, explicou.

Para o biólogo, “o conhecimento da composição gravimétrica dos resíduos urbanos dispostos no leito marinho de Arraial do Cabo, permite uma avaliação preliminar da degradabilidade, do poder de contaminação ambiental, das possibilidades de reutilização, reciclagem, valorização energética e orgânica dos resíduos sólidos urbanos. É, portanto, de grande importância na definição mais adequada do tipo de tratamento e disposição final dos rejeitos, além de atender aos pressupostos da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, disse.

Diariamente, a AREMAC faz o monitoramento da área da Reserva Extrativista Marinha de Arraial (ResexMar) com uso da lancha de apoio e agentes em campo, com a intenção de orientar e fiscalizar a atividade daqueles que retiram o seu sustento do mar e coibir a ação daqueles que insistem em descumprir a lei.

“É a nossa missão do dia a dia. Mais do que isso, a nossa associação está sempre preocupada em formar as novas gerações, porque o futuro do mar é deles. Por isso, sempre estamos preocupados em trazer os jovens a as crianças para as nossas atividades, principalmente as de limpeza das praias”, destacou o presidente da AREMAC.

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