Moradores de São Sebastião protestam por falta de ônibus

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Moradores do bairro São João, em Volta Redonda, no Sul do Estado, realizaram uma manifestação em protesto contra a falta de ônibus na manhã de sexta-feira (12).

Segundo informações do jornal Diário do Vale, a expectativa era de que pelo menos 250 pessoas aderissem ao movimento que contou apenas com 25 participantes. Os demais não conseguiram chegar ao local, justamente, porque não havia ônibus.

O bairro é um dos mais afastados de Volta Redonda e carece de serviços de transporte público e iluminação pública. Uma das principais reclamações da comunidade é sobre as informações distorcidas emitidas pela empresa responsável pela linha que atende o bairro. Segundo moradores, os horários das tabelas não coincidem com os horários que os coletivos circulam.

“Na tabela diz que tem ônibus 8h e 9h, mas ele só chega no horário das 10h e isso prejudica quem vai trabalhar ou quem precisa fazer alguma coisa fora do bairro. Por isso fizemos a paralização para que a empresa de ônibus faça algo a respeito” comentou Antônio dos Santos, líder comunitário, de 61 anos. Ele comentou que pretende realizar novas manifestações nas próximas semanas se a situação não for resolvida.

A falta de ônibus não é o único problema que o bairro São Sebastião tem que lidar no dia-a-dia, pois grande parte do bairro não possui sinal de celular o que dificulta bastante a comunicação de quem mora no bairro ou de quem pretende se comunicar com os moradores dele.

“Nós, como moradores, já entramos em contato com a Anatel, pedimos a solicitação de uma instalação de torre de comunicação porque é péssimo chegarmos ao bairro e nenhuma operadora de celular funcionar. A sorte é que o telefone fixo ainda funciona”, disse Antônio dos Santos.

Durante as chuvas dos últimos dias, moradores do São Sebastião tiveram dificuldades para sair do bairro. Isto porque a única via de acesso a localidade ficou interditada por conta de uma barreira que obstruiu a pista, que foi liberada pela prefeitura.

Para piorar a situação, o bairro também convive com a dificuldade no abastecimento de água, que vem sendo irregular há pelo menos dois meses.

“Toda semana ficamos sem água em algum momento. O bairro não era assim. Vamos procurar o SAAE porque queremos uma posição deles sobre isso”, alegou o líder comunitário.

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