Delicie-se em Pelotas (RS), a Capital Nacional do Doce

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Pelotas é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul. Sua elevação à cidade ocorreu em 1835, poucos meses antes de explodir a Revolução Farroupilha. No passado chegou a ser considerada como a verdadeira capital econômica do estado, hoje é lembrada principalmente como a principal metrópole do extremo sul brasileiro, terra de doces deliciosos, arquitetura ímpar e cultura pulsante.

Para quem chega à cidade pela primeira vez, percebe que Pelotas revela que cresceu sem ter se transformado numa floresta de arranha-céus. Modernizou-se preservando sua história. E se popularizou, mas mantendo uma aura de nobreza.

Pelotas Cultural

Pelotas dispõe de um grandioso patrimônio cultural, que pode ser comprovado através dos exemplares arquitetônicos e das diversas edificações tombadas ou inventariadas como patrimônio histórico e cultural.

Teatro Sete de Abril

Construído em 1831 e mandado edificar por uma sociedade dramática particular (Sociedade Scenica), desejando que maior número de famílias pudessem apreciar seus trabalhos e encontrassem uma agradável distração. Possui características da linguagem colonial. Prédio simples coberto por telhado com beiral, projeto do engenheiro alemão Eduardo Kretschman e execução de José Vieira Vianna, inaugurado no dia 2 de dezembro de 1833. Em âmbito nacional, seu nome pode ser interpretado como homenagem ao dia em que D. Pedro I abdicou do seu trono em favor de seu filho. Como homenagem local, a referencia pode ser a data de instalação da Vila.

O Teatro Sete de Abril foi a primeira casa de espetáculos a abrir suas portas as artes cênicas na província de São Pedro do Rio Grande do Sul e a quarta no Brasil. “Motivo de orgulho para os pelotenses é saber que companhias líricas, dramáticas, cômicas, de operetas e de zarzuelas, chegadas a esta Província, pelo porto de Rio Grande, apresentavam-se aqui sempre em primeira mão, excursionando a Porto Alegre e, depois, ao interior, e que na volta costumavam reapresentar-se no famoso Teatro Sete Abril, da cidade de Pelotas”, segundo Mário Osório Magalhães. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1972 e passou ao Município em 1978. Recebeu restauração em 1997, através de parceria Governo do Estado, Prefeitura e Arroz Extremo Sul. Em 1998, foi assinado um termo objetivando a restauração completa do Teatro. Hoje, o Teatro Sete de Abril é o mais antigo teatro brasileiro em funcionamento.

Catedral São Francisco de Paula

A história do mais importante edifício religioso de Pelotas pode ser dividida em, pelos menos, três fases. A primeira foi com a construção da capela em 1813, por iniciativa do Pe. Felício da Costa Pereira, que foi seu autor, projetou e executou a obra, pequeno santuário, construído em alvenaria com duas águas e telhas de barro. Era constituído de uma nave de 6,6m x 13,20m (incluindo a capela-mor), sem torres e sacristia.

A Catedral só veio assumir sua configuração atual entre 1947 e 1948, quando foram construídas a cripta e a grandiosa cúpula (desenho do arquiteto Roberto Offer, de 1847), pelo arquiteto Victorino Zani. Para completar seu trabalho, vieram da Itália os artistas Aldo Locatelli e Emílio Sessa, que se encarregaram da decoração interna do templo, a convite de Dom Antonio Zattera. A pintura mural foi realizada com tempera sobre reboco seco. A tinta resulta da mistura de pigmentos com aglutinantes solúveis em água, que podem ser cola, ovo, caseína, etc. Composição figurativa, estruturada sobre uma base geométrica, onde se pode sentir unidade, harmonia e equilíbrio. A combinação de cores determina a oposição entre os claros e escuros, o artista modela e produz texturas por meio da cor. Vários estilos foram utilizados pelo pintor Aldo Locatelli: Renascentista, na composição, perspectiva, “sfumato” (sombreados); Maneirista, na complexidade das posturas, graça, forma serpentinada, variedade dos aspectos do corpo; e Barroco, na força na ação, combinação de luminosidade e dramaticidade e iluminação em diagonal.

Castelo Simoes Lopes

Para construir o prédio, entre 1920 e 1922, o Dr. Augusto Simões Lopes contratou o arquiteto alemão Fernando Rullman. Este projetou uma “villa”, a qual lembrava um “chalé suíço”. No entanto, ao longo da construção, foi sendo transformado em um “castelo”, com torres e ameias, tendo o proprietário desenhado, pessoalmente, algumas das modificações.

Foi a primeira casa da cidade a ter calefação. Esta foi importada da Suíça e até hoje estão lá os radiadores em todas as peças e, no porão, uma enorme fornalha. Fora da casa havia as garagens, quarto de brinquedos, lavanderia e uma peça com fogão de chão, que era usada para fazer doces e assados na brasa. Mais afastado há um pavilhão que foi um belo orquidário.

Este prédio foi o centro das reuniões de autoridades e políticos da época como Washington Luís e Getúlio Vargas. Foi adquirido pela Prefeitura Municipal de Pelotas em 1991.

Gastronomia

A Capital Nacional do Doce, como é conhecida a cidade de Pelotas, recebe essa intitulação devido à industrialização das receitas tradicionais de doces vindos e, posteriormente, aperfeiçoados por emigrantes alemães, portugueses, italianos e africanos.

Por volta do século XIX, os imigrantes aqui chegaram com suas receitais tradicionais, o que enriqueceu a culinária do país. Os portugueses que aqui se estabeleceram, advindos da região do Aveiro, trouxeram consigo famosas receitas dos tradicionais ninhos, fios de ovos, babas-de-moça, camafeu, papos-de-anjo e pasteis de Santa Clara. Mais tarde, os alemães e italianos também trouxeram e criaram suas próprias receitas, aperfeiçoadas por descentes e chegando a atingir uma produção em escala industrial.

Assim, com influência de todas essas etnias, Pelotas apresenta-se como uma cidade com riqueza cultural e, acima de tudo, com uma importante tradição culinária, seja por seus maravilhosos e reconhecidos doces ou por seus requintados e aconchegantes restaurantes.

Comércio

Os “calçadões” de Pelotas proporcionam á população e aos visitantes um shopping a céu aberto, onde se pode encontrar variadas opções de compras. Dentre eles, podemos destacar o calçadão da Andrade Neves, Calçadão da Quinze de Novembro e Calçadão da Sete de Setembro. Todos situados na zona central da cidade. Outras opções de comércio podem ser verificadas no Shopping Pelotas, nas lojas de ruas adjacentes ao centro, nos comércios de pequeno e médio porte dos bairros, e nos conjuntos comerciais da Zona Norte, como é o caso do Shopping Zona Norte.

Praia do Laranjal

Pelotas possui a praia do Laranjal com seus vários balneários: Balneário Santo Antônio, dos Prazeres, Valverde, Novo Valverde e Colônia de Pescadores Z-3. O Laranjal é mais do que um bairro da cidade. Principalmente no verão, ele se transforma literalmente na própria cidade, quando população e turistas procuram seus balneários. O Balneário Santo Antonio é o mais antigo. É zona de preservação paisagística natural. Evoca Antônio Augusto Assunção Jr., cuja principal avenida leva o seu nome, inspirado no nome do santo, e em justa homenagem do poder público aquele que iniciou a urbanização da praia.

Escola de Windsurf

A Escola oferece cursos para a prática do Windsurf e disponibiliza visitas onde é possível conhecer um pouco sobre este esporte e seus equipamentos. Localização: Av. Antônio Augusto Assumpção, 7627. Fica localizada a uma distância de 14 Km de Pelotas e possui acesso a praia pelas Avenidas Ferreira Viana e Adolfo Fetter e, no interior do Laranjal, acesso pela Avenida Rio Grande do Sul.

As Charqueadas

Nas Charqueadas era produzida pelas mãos escravas a carne de gado salgada, conhecida na região sul como charque. O charque era algo que podia ser armazenado com facilidade, não estragava, era fácil de transportar, e indispensável para a alimentação de populações inteiras. Ou seja, era ouro puro. E graças a esse trabalho árduo transformado em riqueza, que logo surgiriam também hotéis, mansões, teatros, palacetes, prestigiadas instituições de ensino, cresceria o comércio, apareceriam estradas, surgiria uma elite econômica e nasceria uma cidade: Pelotas.

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