‘Boca do Lobo’ prende governador Pezão e mais oito em operação da Lava Jato no Rio

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Ao todo, 188 políticos e empresários já foram presos em esquemas de propina e corrupção desde 2014

O desdobramento da operação Lava Jato que a população do Estado do Rio de Janeiro aguardava aconteceu na quinta-feira (29). A operação “Boca do Lobo” prendeu o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) e mais oito pessoas. Também foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 11 pessoas físicas e jurídicas, bem como o sequestro de bens dos envolvidos até o valor de 39 milhões de reais.

O governador preso foi levado para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói. O chefe do executivo estadual prestou depoimento por cerca de quatro horas na superintendência da Polícia Federal (PF), na Praça Mauá, onde chegou por volta das 7h50.

Antes de seguir para uma sala do estado maior, no presídio da Polícia Militar, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, o governador Luiz Fernando Pezão (MDB), passou pela Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, para dar entrada no sistema presidiário do estado.

Pezão ficará em uma sala de estado maior da unidade prisional, após sugestão do interventor federal na segurança do Rio, general Walter Braga Netto, já que ele tem foro privilegiado. Ainda de acordo com fontes da PF, Pezão não fará o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) do Centro. Por segurança, o exame já foi feito no próprio prédio Polícia Federal.

Os outros oito presos na operação “Buraco de Lobo” também terão como novo endereço a Cadeia de Benfica. A todo momento agentes da PF chegavam em carros trazendo malotes com documentos recolhidos nas casas dos presos.

Os presos são Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador, que foi preso na casa de Pezão no Leblon, na Zona Sul do Rio; José Iran Peixoto Junior, atual secretário estadual de Obras; Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da Secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico; Cláudio Fernandes Vidal; sócio da J.R.O Pavimentação; Luiz Alberto Gomes Gonçalves; sócio da J.R.O Pavimentação; e César Augusto Craveiro De Amorim, sócio da High Control Luis.

De acordo com a Polícia Federal, Luiz Fernando Amorim, sócio da High Control Luis e Luiz Alberto Gonçalves, sócio da JRO Pavimentação foram os únicos que ainda não foram presos e até o fechamento desta reportagem ainda eram procurados.

Um mandado de prisão também foi cumprido contra Affonso Henriques Monnerat, secretário de Governo de Luiz Fernando Pezão e que estava preso desde a operação Furna da Onça, ocorrida no dia 8 deste mês.

O nome da operação faz referência aos dispositivos instalados em vias públicas para receberem o escoamento das águas da chuva drenadas pelas sarjetas com destino às galerias pluviais, assim como desvios de recursos causam a sensação na sociedade de que o dinheiro público escorre para o esgoto.

 

Esquema próprio de R$ 25 milhões

Segundo as investigações, o governador recebeu mais de R$ 25 milhões em propina entre os anos de 2007 e 2014, período em que foi secretário de Obras e vice-governador de Sérgio Cabral. Além de substituir Cabral no esquema criminoso e tinha operadores financeiros próprios.

“Ele é criminoso como qualquer outra pessoa”, disse um agente da PF. “É inadmissível que um gestor público, do nível de um governador, participe desse tipo de maracutaias”, completou.

Em entrevista à imprensa, o delegado Ricardo Saadi, superintendente da PF no Rio, disse que o grupo movimentou pelo menos R$ 40 milhões até julho deste ano, quando começaram as investigações.

‘É óbvio que eu nego’

Na saída da superintendência da PF, na Praça Mauá, em direção à cadeia, escoltado por quatro viaturas, segundo informações do jornal “O Dia”, o governador Pezão negou as acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações. “É óbvio que eu nego, nego tudo”, respondeu, fazendo um sinal de positivo com o dedo polegar.

Futuro presidente se posiciona

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, comentou as prisões de quinta-feira que incluiu a do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. Ele disse que a Operação Lava Jato está de parabéns e reforçou que Sergio Moro (futuro ministro da Justiça) terá carta branca para combater a corrupção e o crime organizado. “Com toda certeza, ele (Moro) terá sucesso e os reflexos positivos disso toda a população brasileira sentirá”, disse em entrevista à imprensa.

Em 2014, Jair Bolsonaro, então eleito deputado federal com o maior número de votos pelo Rio de Janeiro, apoiou, no segundo turno das eleições, Luiz Fernando Pezão para o governo do Rio e Aécio Neves para a Presidência da República.

13º da propina

Em delação premiada, o operador financeiro Carlos Miranda afirmou que o governador do Rio Luiz Fernando Pezão (MDB) recebia propina em envelopes azuis para não chamar a atenção. Foram as declarações de Carlos Miranda, o “homem da mala” do esquema de propinas atribuído a Sérgio Cabral (MDB), levaram Pezão para a cadeia.

“Além do pagamento mensal de R$ 150 mil, havia o pagamento de um 13º também no mesmo valor no final do ano; os recursos eram transportados em envelopes azuis para não chamar atenção”, declarou Carlos Miranda.

O “homem da mala” disse aos investigadores que ele próprio separava os recursos “após o recolhimento de propina nas empreiteiras e prestadores de serviço do Estado do Rio de Janeiro”.

“O valor de R$ 150 mil, pelo seu volume, tinha que ser acondicionado em dois ou três envelopes; os pagamentos começaram em março de 2007 e perduraram até março de 2014, quando Cabral saiu do governo”, relatou. “Os pagamentos foram religiosamente cumpridos; depois de Cabral sair do governo, os pagamentos inverteram; Pezão passou a enviar a Cabral R$ 400 mil mensais.”

Em valores atualizados, os R$ 25 milhões equivalem a pouco mais de R$ 39 milhões (R$ 39.105.292,42) e corresponde ao total que é objeto de sequestro determinado por Félix Fischer.

Além da delação de Carlos Miranda, a investigação contra Pezão tem como base documentos apreendidos na residência de um dos investigados na Operação Calicute. O Ministério Público Federal afirma que foram analisadas provas documentais como dados bancários, telefônicos e fiscais.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge destacou ainda a existência de materialidade e indícios de autoria, conforme revelaram provas obtidas por meio de quebras de sigilos, colaborações premiadas, interceptações telefônicas, entre outras.

“Existe uma verdadeira vocação profissional ao crime, com estrutura complexa, tracejando um estilo de vida criminoso dos investigados, que merece resposta efetiva por parte do sistema de defesa social”, afirmou a procuradora-geral.

Outra revelação de Miranda envolve Pezão com os empreiteiros responsáveis pela instalação de placas de energia solar nos postes ao longo dos 72 quilômetros do Arco Metropolitano, que custaram ao governo do estado R$ 96,7 milhões, mais de R$ 22 mil por unidade. Ele disse que recebeu ordem Cabral para pagar R$ 300 mil à empresa High End, especializada em painéis solares, como remuneração por serviços prestados na casa de Pezão em Piraí.

Para efetuar o pagamento, acionou o doleiro Renato Chebar, outro colaborador da Operação Calicute. O dinheiro foi entregue por uma pessoa designada por Chebar nas mãos de Luiz Fernando Amorim, dono da empresa. De acordo com a delação, Luiz Fernando é irmão de César Amorim, empresário que instalou os painéis solares na obra do Arco Metropolitano.

O cerco sobre Pezão começou a se fechar a partir da delação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) Jonas Lopes de Carvalho Filho. De acordo com sua colaboração, que levou o STJ a determinar a prisão de cinco conselheiros do tribunal, em março do ano passado, o governador tinha conhecimento de pelo menos um dos três esquemas de propina envolvendo conselheiros do TCE. No depoimento obtido pelo jornal “O Globo”, ele conta que a participação de um subsecretário do governo Pezão no desvio de 15% dos valores liberados pelo fundo de modernização do TCE-RJ para pagamento de despesas de alimentação de presos no Rio teve a “aquiescência do governador”.

Em outra delação, homologada pelo ministro Felix Fischer, do STJ, o doleiro Álvaro Novis, acusado de fazer pagamentos para o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, revelou que entregou dinheiro em espécie, em mais de uma oportunidade, para um operador indicado por Pezão, Luiz Carlos Vidal Barroso, o Luizinho. Foi a primeira vez que um delator afirmou ter entregue dinheiro em mãos a um emissário determinado pelo governador.

A propina, segundo o delator, era paga pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado (Fetranspor). Novis, que chegou a ser preso pela Operação Eficiência, desdobramento da Calicute (versão da Lava-Jato no Rio), disse que Luizinho usava o próprio carro para recolher o dinheiro, entregue em 2014, ano em que Pezão disputou e venceu a eleição estadual. Após acordo de colaboração premiada, ele cumpre medidas restritivas impostas pela Justiça, saindo de casa para trabalhar durante o dia e se recolhendo à noite, desde junho de 2017.

Amigo de Pezão há mais de 30 anos, Luizinho é um assessor de confiança que cumpre tarefas sem fazer perguntas e evita comentar detalhes do seu trabalho. Em Piraí, é chamado de Luizinho Caveira, apelido que ganhou na juventude, por ter na época um rosto magro e ossudo. Até hoje, frequenta regularmente o município, onde gosta de falar de política na roda com os amigos. Tem ido sempre, ultimamente, para acompanhar as obras de uma residência de alto luxo que está acabando de construir nas proximidades do Country Club de Piraí.

‘PÉ GRANDE’

Em novembro do ano passado, o operador Edimar Moreira Dantas afirmou, em delação premiada, que a Fetranspor pagou R$ 4,8 milhões em propina ao governador do Rio. Os repasses, segundo o depoimento, aconteceram entre julho de 2014 e maio de 2015. Pezão assumiu o governo em abril de 2014, depois da renúncia de Cabral (PMDB).

As referências aos pagamentos aparecem em planilhas entregues por Dantas e pelo doleiro Álvaro José Novis como provas de corroboração das colaborações firmadas com o Ministério Público Federal (MPF)

As anotações trazem os codinomes “Pé Grande” e “Grande”. Novis e Dantas trabalhavam na corretora Hoya, usada para lavar dinheiro do esquema de corrupção de Cabral, e se tornaram colaboradores após o avanço das investigações. Em nota, a defesa de Novis afirma que a Hoya “nunca foi usada para lavar dinheiro de Sérgio Cabral e nem operava nada ilegal. Tudo que Álvaro fez como operador financeiro era paralelo a Hoya”.

Segundo o delator, foram cinco repasses, com valores que variavam entre R$ 350 mil e R$ 3 milhões. Do montante, de acordo com o depoimento, R$ 4 milhões foram pagos em julho e agosto de 2014, quando Pezão disputava a eleição. O restante, R$ 850 mil, foi repassado em abril e maio de 2015. O delator afirmou que as ordens de pagamento partiam do empresário José Carlos Lavouras, então presidente do Conselho de Administração da Fetranspor.

O dinheiro teria sido entregue a Luizinho, apontado como operador de Pezão. Luizinho é homem de confiança do governador e funcionário do governo do estado desde 2013, com um salário de R$ 13 mil. Anteriormente, passou pela Prefeitura de Piraí, onde foi secretário municipal de Transporte e Trânsito.

A Polícia Federal apontou em relatório indícios de que o governador do Rio também recebeu propina do esquema de corrupção no Rio. O nome dele consta em anotações manuscritas encontradas durante busca e apreensão na casa de Luiz Carlos Bezerra, apontado como um dos operadores de Cabral.

Na primeira delas, a PF fala sobre uma possível referência à propina de R$ 140 mil paga a Pezão no dia 20. Nesse manuscrito, aparece o número “140.000” e, ao lado, a palavra “Pé”. Não há, no entanto, dados sobre o ano ou o mês. Em outro apontamento, cujo título é “Saída 2/14”, Bezerra escreveu “p/ sair” e abaixo aparecem alguns valores e nomes, entre eles o número “140.000” ao lado da palavra “Pezão?”.

Uma outra anotação, com o título de “Saída 1/14”, aparece novamente o número “140.000” ao lado da palavra “Pé”. Essa mesma referência consta em outro bilhete, com o título “janeiro”, e em outro em que há ao lado do valor o apontamento “20/1”. Em uma das anotações apreendidas pela PF, aparece um valor diferente: R$ 50 mil, ao lado do nome de

População aplaude prisão

prisão do governador Luiz Fernando Pezão provocou manifestações de apoio à operação pelas ruas do Rio na quinta-feira (29). Muitos motoristas que passaram pela porta do Palácio Guanabara, sede do executivo estadual, buzinavam desde as primeiras horas da manhã. Muitos motoristas que passam pela Rua Pinheiro Machado, onde fica a sede do governo, reduzem a velocidade e disparam a buzina.

Na porta da Polícia Federal, para onde o governador e outros presos foram inicialmente levados, um homem vestido de Batman e outro com a camisa do Brasil exibiam cartazes contra Pezão.

Na Assembleia Legislativa (Alerj), manifestantes soltaram fogos, e o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) convocou apoiadores para uma festa com direito a bolo, que não havia chegado até as 14h40.

Os manifestantes anunciaram que iriam cortar 60 pedaços e distribuir para quem estiver passando pelo local para celebrar a prisão do governador, chamado pelos manifestantes de genocida, por ter desviado dinheiro que poderia ter sido aplicado na saúde, por exemplo.

O servidor público Ramon Carrera, um dos organizadores do protesto na Alerj disse que a prisão do governador mostra que os servidores estavam certos em suas manifestações.

“Quando o Rio tem ex-governador e governador presos, ex-presidente da Alerj presos, ex- procurador do estado preso, deputados presos, tudo isso prova que tem algo muito errado na administração do Estado. Há uma quadrilha enraizada no governo, que concedia isenções fiscais, cometeu fraudes nas obras do Maracanã, deixou servidor pedindo doação de cesta básica, tudo isso foi denunciado. Agora está explicado para onde escoava o dinheiro, para o bolso dos corruptos”, disse Carrera.

Dornelles assume, mais uma vez

O vice-governador Francisco Dornelles, de 83 anos, assumiu automaticamente o governo do estado do Rio de Janeiro após a prisão governador Luiz Fernando Pezão.

“É um violência contra Pezão. Foi uma surpresa. Em primeiro lugar, vamos dar prosseguimento a todas as ações do regime de recuperação fiscal. Já conversei por telefone com o presidente Michel Temer, garantindo isso. Vamos também continuar com os trabalhos de transição. Falei hoje o governador eleito e já dei essa garantia a ele. Vamos procurar ter o melhor relacionamento com os principais poderes. Já conversei também por telefone com o presidente da Alerj, André Ceciliano. Marcamos de conversar pessoalmente agora pela tarde”, disse o agora governador em exercício, em entrevista à GloboNews.

“O governador em exercício afirma que o Governo do Estado do Rio de Janeiro manterá todas as ações previstas no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e dará prosseguimento aos trabalhos de transição de governo, reiterando o seu maior interesse na manutenção do bom relacionamento com os demais Poderes do Estado”, ressaltou, em nota, a assessoria do governo do estado. Essa é, pelo menos, a terceira vez que Dornelles assume o cargo de governador do Rio de Janeiro.

A cronologia da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro

 

A Operação Lava Jato começou em Curitiba em 2014 e remeteu ao Rio de Janeiro, em 2015, uma investigação sobre Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. No ano seguinte, foi formada uma força-tarefa da Lava Jato no Rio, que aprofundou investigações sobre corrupção em diversas obras públicas do estado, como as do Metrô do Rio e do Maracanã para a Copa do Mundo.

Ao todo, 188 pessoas foram presas, entre políticos, empresários e operadores de propina. Para o Ministério Público, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral era o líder de uma organização criminosa que desviava recursos públicos do estado. Preso em Bangu 8, Cabral foi condenado em diversos processos, e as penas dele somam 170 anos e 8 meses de reclusão.

 

Veja a seguir a cronologia da Lava Jato no Rio:

28 de julho de 2015

  • Operação Radioatividade: O ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva é preso pela primeira vez. Ele já havia sido afastado do cargo em abril, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da empresa.

6 de julho de 2016

  • Operação Pripyat: Othon Luiz Pinheiro da Silva é preso pela PF em ação que investigou irregularidades na empresa. Ele já cumpria prisão domiciliar.

 

11 de agosto de 2016

  • Operação Irmandade:o empresário Samir Assad é preso em operação contra esquema na Eletronuclear, relacionado a obras de Angra 3.

 

20 de outubro de 2016

 

17 de novembro de 2016

  • Operação Calicute:O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral é preso, suspeito de receber milhões em propina para fechar contratos públicos. O prejuízo estimado em obras é de mais de R$ 220 milhões.

6 de dezembro de 2016

  • Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, é presaem decorrência da Operação Calicute. Ela e Cabral viraram réus. O juiz Marcelo Bretas entendeu que a ex-primeira-dama tinha papel na organização criminosa comandada por Cabral.

 

16 de dezembro de 2016

 

26 de janeiro de 2017

 

  • 30 de janeiro de 2017

Eike Batista é preso ao desembarcar de avião no Aeroporto Galeão. Durante o voo, ele concedeu uma breve entrevista e se disse injustiçado.

 

2 de fevereiro de 2017

  • Operação Mascate: é preso Ary Ferreira da Costa Filho, assessor de Cabral e considerado seu operador financeiro. Segundo o Ministério Público Federal MPF, Ary lavou R$ 10 milhões em propina do esquema apenas com concessionárias de veículos.

 

14 de março de 2017

  • Operação Tolypeutes: são presos dois suspeitos de fraudes em contratos da Linha 4 do Metrô do Rio: o diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RioTrilhos), Heitor Lopes de Sousa Junior, e o subsecretário de Turismo do estado, Luiz Carlos Velloso.

28 de março de 2017

  • Operação Paralelo: a fase foi batizada assim em razão da ação clandestina no mercado financeiro por parte dos investigados. Foi preso o ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves.

14 de abril de 2017

  • Operação Fatura Exposta: são presos Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. A operação investiga fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

 

  • 28 de abril de 2017

Eike Batista foi solto após habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

1º de junho de 2017

  • Operação Ratatouille: a PF prendeu o empresário Marco Antônio de Luca, fornecedor de merenda e comida para presídios do RJ.

 

13 de junho de 2017

  • Sai a primeira condenação do ex-governador Sérgio Cabral na Lava Jato. A sentença foi proferia pelo então juiz a 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro. Cabral foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão por cobrar propina em contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

 

3 de agosto de 2017

  • Operação Rio 40 graus:É preso o ex-secretário municipal de Obras do Rio nas duas gestões do ex-prefeito Eduardo Paes, Alexandre Pinto, e mais nove pessoas. A PF descobriu a cobrança de propina na obra do corredor de ônibus da Transcarioca, que custou R$ 2 bilhões.

 

  • 7 de agosto de 2017

Operação Ponto Final: investigação teve como foco a cúpula do transporte rodoviário do estado. Entre os presos, estão o empresário Jacob Barata Filho, o ex-presidente da Detro Rogério Onofre e o presidente da Fetranspor Lélis Teixeira.

 

5 de outubro de 2017

  • Operação Unfair Play: a Lava Jato apura a suspeita de compra de voto para a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. Foram presos o empresário Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016.

 

19 de outubro de 2017

14 de novembro de 2017

  • Operação Cadeia Velha: desdobramento da Ponto Final, essa etapa teve como alvo o deputado Jorge Picciani, suspeito de receber propina da caixinha da Fetranspor. Também foram expedidos mandados de prisão contra Felipe Picciani, filho de Jorge Picciani, contra Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira.

 

16 de novembro de 2017

  • Os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi se entregam na sede da PFpor suspeita de receber propina. Os três integram a cúpula do MDB no estado e são investigados pela Operação Cadeia Velha, pelo uso dos cargos para exigir dinheiro de empresas de transporte público.

23 de novembro de 2017

  • Operação C’est Fini: a PF prende o ex-chefe da Casa Civil do Rio Régis Fichtner, o empresário Georges Sadala e outros três suspeitos de corrupção. O nome da operação é uma alusão ao fim da “Farra dos Guardanapos”, como ficou conhecido um jantar em Paris do qual participaram ex-secretários do Rio, empresários e o ex-governador Sérgio Cabral.

 

23 de fevereiro de 2018

  • Operação Jabuti:é preso o presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, suspeito de usar o esquema de lavagem de dinheiro do ex-governador Sérgio Cabral.

 

  • 3 de março de 2018

São presos no Uruguai Vinícius Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, sócio dele. Eles são suspeitos de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro do esquema chefiado por Sérgio Cabral.

 

13 de março de 2018

  • Operação Pão Nosso: PF apura esquema que fraudava fornecimento de pães para presídios do RJ e desviou pelo menos R$ 73 milhões. São presos, entre outros, o delegado Marcelo Martins, diretor-geral de Polícia Especializada, e o ex-secretário de Administração Penitenciária da gestão Sérgio Cabral, coronel César Rubens Monteiro de Carvalho.

 

3 de maio de 2018

  • Operação Câmbio, Desligo: etapa mira doleiros suspeitos de movimentarem US$ 1,6 bilhão em 52 países. O principal alvo é Dario Messer, apontado como o doleiro mais influente do país. Foram presas 13 pessoas no Rio, mas Messer conseguiu fugir.

 

  • 3 de agosto de 2018

Lava Jato prende o banqueiro Eduardo Plass, ex-presidente do Banco Pactual e sócio da corretora Opus Participações e do TAG Bank, com sede no Panamá. O banco é relacionado ao esquema de corrupção que uniu Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista.

 

31 de agosto de 2018

  • Operação S.O.S:o ex-secretário de Saúde de Cabral, Sérgio Côrtes, volta a ser preso por suspeita de desviar R$ 52 milhões envolvendo as Organizações Sociais (OSs) que atuavam na área da saúde.

 

4 de setembro de 2018

  • Operação Marakata: desdobramento da Câmbio Desligo, a ação prende quatro pessoas no RJ e BA por fraudes na exportação de pedras preciosas. O esquema movimentou US$ 44 milhões no banco paralelo do doleiro Dario Messer, que segue foragido.

8 de novembro de 2018

  • Operação Furna da Onça:10 deputados estaduais são alvos da ação. Sete foram presos e outros três (Picciani, Albertassi e Paulo Melo) já estavam na cadeia. A suspeita é de que eles recebiam propinas mensais de R$ 20 mil a R$ 100 mil – além de cargos – para votar de acordo com o interesse do governo.

 

29 de novembro de 2018

  • Operação Boca de Lobo: o governador Luiz Fernando Pezão é preso sob suspeita de receber R$ 150 mil por mês quando era secretário de Obras e vice de Cabral. Ao total, entre 2007 e 2015, ele teria recebido quase R$ 40 milhões em valores atualizados.

Outras operações

Operação Quinto de Ouro prendeu o presidente e 4 conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Foram apurados desvios para favorecer membros da corte durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, foi alvo de uma condução coercitiva.

 

 

 

 

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