Carnaval de violência no Rio

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Enquanto o prefeito do Rio, Marcelo Crivella estava na Europa, turistas e moradores vivenciavam uma onda de violência durante o carnaval na cidade maravilhosa e em todo o Estado. Apesar de ter prometido estar no Rio durante o carnaval, Crivella estava na Suécia, “em busca de tecnologias que possam fazer parte do sistema de segurança da cidade do Rio de Janeiro”. Na visita, Crivella levou também quem, no Rio, estaria mais preparado para lidar com o problema das chuvas: o chefe executivo do Centro de Operações Rio, Guilherme Sangineto.

Tiroteios duplicaram no Rio durante carnaval

Levantamento feito pelo aplicativo Fogo Cruzado, que registra as ocorrências de confrontos armados no Rio de Janeiro, mostrou que houve pelo menos 140 tiroteios ou disparos isolados de arma de fogo no estado durante o carnaval deste ano (de 7 a 14 de fevereiro).

De acordo com o Fogo Cruzado, o número é 106% maior do que o registrado no mesmo período carnavalesco de oito dias no ano passado (de 22 de fevereiro a 1o de março). Na ocasião, houve 68 ocorrências de tiros.

Apesar disso, o número de mortos (24) e feridos (31) por arma de fogo é menor do que o observado em 2017: 26 mortos e 43 feridos.

Entre as vítimas de arma de fogo neste carnaval, estão quatro crianças feridas e um adolescente, que morreu.

“Inaceitável”

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que as cenas de violência ocorridas durante o carnaval no Rio de Janeiro foram “inaceitáveis” e que o governo já começou a pensar em formas de auxiliar as forças de segurança do estado. “Fica muito claro para nós que a situação do Rio durante o carnaval, como aliás o próprio governador reconheceu, foi lamentável e aqueles fatos impactaram muito o governo. E novas medidas deverão vir”, disse o ministro quarta-feira (14) à noite, após reunião com o presidente Michel Temer no Palácio da Alvorada.

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai convocar, na próxima quarta-feira (21), o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, o chefe da Polícia Civil, Carlos Leba, Wolney Dias, para explicar os casos de violência registrados no estado durante o carnaval.

Três PMs mortos

No sábado (10), o soldado Dejair Jardim do Nascimento, de 29 anos, foi morto, quando chegava a um mercado em São Gonçalo.

Também houve dois PMs baleados ao tentarem impedir um roubo no Leblon, e um policial morto numa suposta tentativa de assalto no Méier. Na manhã de terça-feira (13), o sargento Fábio Miranda da Silva foi baleado em uma suposta tentativa de assalto no Méier, na Zona Norte, e morreu. À noite, no mesmo dia, o soldado André Luiz Xavier Barbosa, de 33 anos, estava em patrulhamento na Rua Pacheco Leão quando foi atropelado por uma moto e morreu.

Saiba mais sobre o balanço da violência na Região dos Lagos e Sul Fluminense em nossa edição física.

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